9 de janeiro de 2018

"Destralhar" | Será Um Hábito Saudável? Uma Necessidade?

Destralhar

Este passado fim-de-semana decidi dar uma arrumação no meu quarto e "destralhar".

Para quem não sabe, "destralhar" é nos desfazermos daquelas coisas que já não vemos utilidade, que já não vemos a nossa identidade nelas. Sejam livros, roupas ou outras coisas.


Foi um fim-de-semana em que revivi alguns momentos da minha vida através das recordações que tinha guardado. Foi tempo de guardar apenas o que mais me marcou pela positiva. Foi tempo de eliminar, de vez, o que mais me atormentou durante a minha vida. Virar a página. Fechar o livro, Limpar a alma.

E que bem que me soube!


Foi também tempo de rever algumas peças do meu guarda-roupa. Aquelas que, por mais que pense que vou utilizar novamente um dia - mesmo que já não as use há dois anos - é preferível doar a quem precisa. Peças que gostei de vestir, peças em bom estado (obviamente) e peças que já não uso.

Costumo fazer isto uma ou duas vezes por ano. Em 2018 comecei mais cedo a "destralhar"-me da roupa.


Mais importante neste processo de "destralhar" é mesmo a limpeza que sentimos que estamos a fazer, não só material mas também emocional:
- É fazer limpeza a memórias que não nos trazem benefício algum.
- É fazer limpeza a coisas que nos deram e agora não faz sentido guardar, pois já não nos identificamos com determinado objecto.
- É fazer limpeza às pessoas que nos importunaram e que muito mal nos fizeram no passado.

Destralhar

No meu caso, foi fazer limpeza a tudo aquilo que me lembrasse da adolescência. Não tive uma adolescência propriamente fácil e algumas pessoas que na altura pensava que estavam lá para me ajudar e apoiar, afinal, eram apenas "amigos-da-onça" que, à primeira oportunidade, e trataram de me expulsar das suas vidas, realçando o significado que eu tinha para elas.

ZERO!


Foi tempo de deitar fora, todas essas memórias de momentos tóxicos e nada benéficos para mim, para o meu presente e para o meu futuro. Sei e defendo que não devemos esquecer o passado, mas SIM deixar as coisas lá e aprender ao máximo com o nosso passado. 

No meu caso, aprendi a "separar as águas" e tentar perceber realmente quem é que está, de facto, ao meu lado no matter what e quem está apenas por interesse ou por conveniência

Destralhar

Confesso que esta minha postura poderá comunicar uma má primeira impressão da minha pessoa a outrem, mas digamos que foi uma "necessidade" criar esta "carapaça emocional". Não estou a dizer que sou altamente inflexível ou que ninguém pode falar comigo.

Muito pelo contrário!


Simplesmente, sou mais cuidadoso e penso bem em todos os passos que dou e, antes de me dar a conhecer completamente, tenho algum "cuidado". Não existe uma idade a partir da qual uma pessoa deixa de dar "com a cabeça nas paredes" relativamente a amizades e afins (algumas de longa data) mas se pudermos aprender durante o processo como evitar uma próxima cabeçada, tanto melhor.

Tudo isto para dizer que "destralhar" faz bem e que toda a gente deveria fazer isto de vez em quando.


Fazer um detox ao nosso corpo é importante, mas à nossa mente e espírito também. Bens materiais que não nos servem qualquer serventia, para quê guardar? Para quê ocupar espaço?

É preferível doar a quem mais precisa. Iremos ficar mais leves de espírito e iremos fazer alguém feliz, com este nosso gesto de "passar o testemunho".

Quem aí pratica o "destralhar" de vez em quando?

10 comentários:

  1. Sempre faço isso. A nível mental, nem tanto, a nível de roupas, livros e tudo mais, faço. Acho mega importante fazermos. Pelo menos 2 vezes por ano. Ótimo post! Beijinhos

    www.carolinafranco.pt

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    1. Obrigado Carolina. Sem dúvida que só nos faz bem e arranjamos espaço para coisas novas :D beijinhos

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  2. Tento praticar o destralhar com alguma regularidade, porque acho importante desapegar-nos daquilo que não nos acrescenta/não nos é útil. E isso aplica-se a coisas e a pessoas.
    No fim, há uma sensação de leveza e liberdade extraordinária!

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    1. Não podia estar mais de acordo contigo ;) uma pessoa sente se tão mais leve!

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  3. Eu estou a precisar de fazer o mesmo, mas sou tão agarrada às memórias (até às más que ainda me atormentam) tenho tido imensa dificuldade.
    É algo a colocar em prática este novo ano.
    Beijinhos e óptimo trabalho! 😘
    https://anitaeseussonhos.blogspot.pt

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    1. Não imaginas a sensação de leveza com que ficas depois. Só faz bem. Para além que, no plano material, estás a ajudar alguém que precisa com coisas que já te faz qualquer serventia :)

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  4. Viva Ricardo!! Fico feliz por te teres identificado com o texto, em certa parte, claro, porque ninguém merece ficar meio que desamparado e num mood menos positivo. Assim como falámos ontem - e vou acabar de te responder hoje -, não há nada melhor do que "destralhar" e deitar para trás das costas as coisas menos boas. O facto de exorcizarmos dessa forma é meio caminho andado para que possamos encontrar uma maior tranquilidade.
    O resto vem... E o ano só começou agora! Há mil e uma coisas boas por vir!
    Espero que, hoje, estejas melhor :)

    Um abraço!

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    1. Sem dúvida Miguel, sem dúvida. Obrigado pelas palavras e pela visita! A vida continua pois atrás de uma monta há vem sempre outra mais alta ;)

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  5. Foi das melhores coisas que fiz em 2017, limpar tudo. Bom ano

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    1. Costumo fazer isto, mas sabe sempre bem fazer isto todos os anos ;)

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